Estúdio de produção: Brains Base (Kamichu!, Baccano! e Akikan!)
Pontos positivos iniciais
- Continua muito parecido com a primeira temporada
- Troca de estúdio não afetou a produção
- Horo continua com a personalidade marcante de sempre
- Parte técnica intocável
Pontos negativos iniciais
- Músicas de abertura e encerramento não tão marcantes quanto as da primeira temporada
Nota inicial: 8,0/10,0
Expectativa para o resto da série: Alta
Pontos positivos iniciais
- Continua muito parecido com a primeira temporada
- Troca de estúdio não afetou a produção
- Horo continua com a personalidade marcante de sempre
- Parte técnica intocável
Pontos negativos iniciais
- Músicas de abertura e encerramento não tão marcantes quanto as da primeira temporada
Nota inicial: 8,0/10,0
Expectativa para o resto da série: Alta
Ookami to Koushinryou estreou na temporada de janeiro 2008, época marcada por poucos lançamentos de peso, da qual se destacaram nomes conhecidos como Sayonara Zetsubou Sensei e ARIA, e outros poucos estreantes, a exemplo de true tears e Shigofumi. Ao lado deles, Ookami to Koushinryou (ou Spice and Wolf) era um série já bem cultuada no Japão devido a Light Novel. E enquanto no ocidente o anime foi uma surpresa, para os japoneses já era esperado. Ookami to Koushinryou se passa numa época medieval e conta a história de uma deusa em forma de lobo.
O conceito básico desse título passa a impressão de que essa série seja de ação e contenha os elementos clássicos de filmes desse tipo, com guerreiros lutando em batalhas contra hordas de criaturas poderosas, magos invocando magias destruidoras e assim vai. Mas Ookami to Koushinryou não cai nesses clichês básicos e usa a ambientação medieval para introduzi Craft Lawrence um comerciante que viaja pelo mundo vendendo especiarias, bem os moldes dos mercadores que ouvimos falar nos livro de história.
A diferença é que existe um ar de fantasia devido a divindade em forma de lobo, Horo. Junto dela temos alguns lobos que aparecem ao longo da série, que são um tanto quanto maiores do que o normal, mas nada além disso. Quem assistiu a primeira temporada certamente deve ter ficado com um gostinho de quero mais, pois os 12 episódios iniciais abordavam apenas dois arcos da história original, baseada na Light Novel de muito sucesso no Japão, que já foi citado, inclusive, no Mainichi Shinbun (um dos jornais de maior circulação do país).
Pois bem, a pedido dos fãs chega enfim a tão esperada sequência de Ookami to Koushinryou. A primeira vista essa continuação não apresenta praticamente nada de novo. De fato, isso é verdade, mas convém lembrar que o estúdio de produção mudou, saindo o IMAGIN e entrando o Brains Base. Esse último não tem a fama de um KyoAni ou Madhouse, mas é um estúdio respeitado por boas obras como Baccano!. Por outro lado, essa mudança de estúdio manteve todas as qualidades do anime, sem acrescentar ou retirar nada. No mais, talvez as inconsistências na animação da primeira temporada tenham caído, já que tecnicamente o Brains Base é muito melhor nesse ponto do que o IMAGIN. Mas isso só saberemos com o passar dos episódios.
O que interessa dizer aqui é que quem gostou da primeira temporada amará a segunda. E quem não gostou, passe longe, pois trata-se de mais do mesmo. Lawrence continua na sua jornada com o objetivo de juntar dinheiro e abrir a sua própria loja, sonho de todo mercador no universo do anime. Ao mesmo tempo leva junto dele, Horo, a já citada deusa lobo. Horo é uma personagem altamente carismática, rendendo boas piadas ao longo de cada capítulo. Ela adora ironizar o comportamento de Lawrence, e mostra-se como uma pessoa realmente sábia, que condiz com a sua idade "avançada".
Nessa segunda temporada Lawrence já está mais a vontade do lado de Horo, então as piadas também tem um tom cômico um pouco melhor, sem ficar naquela coisa de timidez por parte de Lawrence. Aliás, isso é algo que a própria Horo menciona. Quanto ao enredo em si, embora a idéia inicial de Horo seja voltar para sua terra natal Yoitsu, já fica claro o quanto isso não é algo que ela deseja totalmente. Horo parece desejar ficar ao lado de Lawrence, embora saiba da condição de mero ser humano do rapaz. De todo jeito, mesclado com esse trecho e as piadas sempre bem-vindas de Horo, teremos a continuidade das trocas comerciais.
Não é necessário ser gênio em alguma área ligada a isso para entender. Basta um pouco de atenção e não fica impossível acompanhar o anime. Os esquemas de trocas são bem interessantes, e vez ou outra, Horo inclusive dá uma força a Lawrence nas negociações. Se seguir o padrão da primeira temporada, teremos mais dois novos casos. Apenas não sei se personagens antigos reaparecerão, mas há forte indícios de que a Chloe aparecerá, até por que ela está presente na nova opening. Quanto a Nora já não sei, mas por ser uma personagem com quem simpatizo, espero que sim. Por outro lado, não vou ficar triste se isso não acontecer, pois não compromete em nada a qualidade desse grande anime.
Por fim, vale citar o tema de abertura e encerramento que não são tão bons quanto os anteriores. A canção de abertura segue até o ritmo da primeira, mas falta um ar de profundidade maior, presente na Tabi no Tochuu. Talvez seja a ausência da Natsumi Kiyoura, que por sinal canta muito bem. Tendo feito um ótimo trabalho não apenas no Ookami to Koushinryou, como também em sketchbook ~full colors~, onde cantou a Kaze Sagashi, considerada uma das melhores canções daquela temporada (Outubro 2007). Já em relação a ending, sinto falta daquela música cantada no bom (ou mal) "engrish". Contudo, vale muito a pena conferir Ookami to Koushinryou.
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