Pesquise este blog

domingo, 26 de outubro de 2008

Primeiras impressões da temporada de outubro

Conforme o prometido, aqui está o especial com as primeiras impressões sobre os animes da nova temporada. Por hora, a maioria das séries tem apenas três episódios, então obviamente as opiniões aqui expostas têm um caráter temporário, podendo mudar para melhor ou pior de acordo com o desenvolvimento posterior de cada título. Coloquei em análise apenas os animes que já tive a oportunidade de assistir pelo menos um episódio. De especial, temos também a audiência alcançada por algumas dessas séries na sua semana de estréia e os DVDs mais vendidos dos animes de 2008 (considerando até a temporada de julho).


Audiência dos novos animes
O índice de audiência serve como um bom indicador de sucesso para qualquer anime. No entanto, deve-se sempre levar em conta o horário na qual uma determinada série é exibida, afinal é bastante lógico que animes transmitidos de madrugada tenham uma audiência menor. Mesmo assim, é possível notar com os rankings dessa semana algumas tendências interessantes.

Apesar de títulos como Yozakura Quartet, Kurogane Linebarrels e Inazuma Eleven não terem tido críticas positivas, a audiência deles foi satisfatória, principalmente considerando o horário de exibição dos dois primeiros. E nem sempre séries bem avaliadas, como o caso de Toradora!, estão entre as melhores, como pode ser visto no ranking a seguir, onde temos inclusos o horário e a data de estréia.

4.5% Gundam 00 Second Season (05/10 17:00)
3.9% Yozakura Quartet (02/10 1:29)
3.0% Inazuma Eleven (05/10 9:00)
2.9% Kuroshitsuji (03/10 1:55)
2.5% o­ne Outs (07/10 00:59)
2.5% Mouryou no Hako (07/10 1:29)
2.4% Clannad After Story (02/10 1:29)
2.1% Kurogane no Linebarrels (03/10 2:25)
1.9% Liveon Cardliver Kakeru (05/10 10:30)
1.8% Vampire Knight Guilty (06/10 1:00)
1.5% ToraDora! (01/10 1:20)
1.0% Hyakko (01/10 2:35)
0.9% Kyo no 5-2 (05/10 1:30)
0.7% Skip Beat! (05/10 2:00)


Os DVDs mais vendidos de 2008
Foi divulgada recentemente a lista dos DVDs de animes mais vendidos do ano. Obviamente, não estão incluídos títulos cuja estréia aconteceu agora em outubro, como Clannad, Jigoku Shoujo, Gundam 00 e qualquer outra série. A contagem inclui também somente o volume 1. Novamente, os mesmos comentários utilizados no tópico sobre audiência valem aqui. Nem sempre o sucesso de vendas é garantia de boas críticas. Strike Witches é o principal exemplo onde a crítica reprovou, mas as vendas foram altas.

Mesmo assim, a maior parte da lista possui títulos de respeito, como Code Geass, Macross Frontier, ARIA, Toshokan Sensou, entre outros. Apenas uma pena ver séries excelentes como Nijuu Mensou no Musume, Kure-nai, Kaiba, Shigofumi e Itazura na Kiss fora dessa lista. Mas assim é o mercado.

1 - Code Geass R2 - 39.251
2 - Macross Frontier - 27.142
3 - ARIA the Origination - 14.520
4 - Strike Witches - 11.944
5 - Toshokan Sensou - 11.712
6 - Junjou Romantica - 11.531
7 - Hakaba Kitaro - 11.006
8 - To Love-ru - 10.367
9 - Soul Eater - 9.823
10 - Hidamari Sketch x365 - 9.689
11 - Kanokon - 9.327
12 - Ookami to Koushinryou - 9.139
13 - Ikkitousen Great Guardians - 8.532
14 - Rosario+Vampire - 7.444
15 - Nogizaka Haruka no Himitsu - 7.161
16 - Zero no Tsukaima 3 - 5.937
17 - Zoku Sayonara Zetsubou Sensei - 5.251
18 - Minami-ke ~Okawari~ - 5.128
19 - Koihime Musou - 4.981
20 - xxxHOLiC - 4.864
21 - PERSONA - trinity soul- - 4.830
22 - D.C.II.S.S ~Da Capo II Second Season~ - 3.926
23 - Tower of Druaga ~the Aegis of URUK~ - 3.773
24 - Chi's Sweet Home - 3.278
25 - Slayers REVOLUTION - 3.214
26 - Kamen no Maid Guy - 3.040
27 - true tears - 2.869

Análise da nova temporada
Para começar vou explicar como estarei fazendo essa análise. Cada anime será avaliado por episódio e no final colocarei uma média final. Obviamente, a média final vale somente para aqueles que já assisti mais de um episódio. A nota varia de 0 a 10. Avaliei no máximo até o episódio 3 de cada série. Como era esperado, a temporada tem sido muito boa, de longe está bem melhor do que a de abril. Títulos não tão esperados tem surpreendido bastante. E considerando que grande parte dos animes mais aguardados tem cumprido bem o seu papel, a temporada de outubro é ainda melhor do que a do mesmo período do ano passado.


Chaos; HEAd
Episódio 1: 8,5/10,0
Episódio 2: 8,5/10,0
Média: 8,5/10,0


Crítica
Devido à expectativa criada pelo jogo, Chaos; HEAd era um dos animes que mais estava ansioso para assistir. Por hora, o desenvolvimento da história até o segundo episódio está bem feito, da maneira como eu esperava. A parte boa foi ver a Madhouse não abusando do conteúdo fanservice, afinal estamos falando de um anime com um protagonista cercado de garotas. Quem sempre teve dúvidas em relação aos termos otaku e hikikomori assista Chaos; HEAd.

O protagonista Nishijou Takumi é o perfeito exemplo desse personagem social. Somado a isso, ele constantemente tem alucinações, causando distorções na realidade a sua volta. Ver os momentos na qual Takumi mistura a realidade com seus sonhos de otaku (as constantes aparições de Seira-Tan) são cômicas e ao mesmo tempo adicionam um ar original a trama.

Quanto ao resto do elenco, deu para perceber que teremos um elenco a lá Higurashi no Naku Koro ni, com garotas inicialmente meigas, mas com algum grande mistério e trauma guardado. Basta ver a protagonista feminina Rimi Sakihata, uma espécie de Ryuugo Rena cor de rosa. A trama tem ligação com estranhos assassinatos no bairro comercial de Shibuya, em Tóquio. Esses casos são conhecidos como New Generation e o protagonista Takumi se viu acidentalmente envolvido neles, após receber uma imagem de um usuário chamado Shogun.

Na imagem estava o local e a maneira como o próximo crime iria acontecer. Não por acaso, no dia seguinte Takumi acaba presenciando o crime da maneira como estava na foto, e ainda encontra uma estranha garota de cabelos cor de rosa (quem será?) enfiando estacas em forma de cruz no corpo da vítima.

O anime parece ser um pouco violento, mas comparado a Higurashi deve ser bem "light". Fora isso, a série tem sido espetacular, esse enredo misterioso, aliado a um protagonista debilitado mentalmente formam a combinação perfeita. Minha única crítica vai para o character design, que embora não esteja ruim, perdeu um pouco da qualidade vista na Visual Novel. Acredito estar colorido demais se considerarmos o cenário e a própria trama obscura do anime.

O tema de abertura e encerramento segue bem essa temática, passando uma imagem inicialmente errada do título. Contudo, são problemas pequenos, que não atrapalham em nada esse começo satisfatório de mais uma das séries da elogiada Madhouse.


Nodame Cantabile: Paris-Hen
Episódio 1: 8,0/10,0


Crítica
A continuação de Nodame Cantabile tem previsão para apenas 11 episódios, o que é uma pena considerando esse primeiro capítulo. Tudo bem que não teve nada de especial, mas é compreensível por estarmos numa transição entre duas fases. O cenário de fundo deixa de ser o Japão e passa a ser a Europa, mais especificamente Paris, na França, a terra da música clássica. Por isso, não é de se estranhar que o primeiro episódio apenas introduza os personagens principais no novo ambiente, além de apresentar o elenco secundário a Nodame e Chiaki.

Situações cômicas continuam presentes nesse começo, bem como a fidelidade com a obra de compositores da música clássica. Toda a parte técnica também foi mantida da mesma forma como estava no final da primeira temporada. Ou seja, a equipe de produção está adotando o velho ditado "em time que está ganhando não se mexe". E se isso é bom? Não poderia ser melhor, basta ver o exemplo de algumas continuações (ef ~a tale of melodies~), que mudaram um detalhe ou outro, e acabaram perdendo um pouco da qualidade. Nodame Cantabile manteve tudo da mesma forma, focando apenas em dar continuidade ao enredo.

Quem acompanha a série durante todo esse tempo, com certeza espera por um encontro entre Vieira-sensei e Chiaki, afinal esse é um dos motivos pela qual o rapaz sonhava em ir para a Europa, além do simples fato de aprender música clássica. Mas focando no primeiro episódio, não posso deixar de dizer o quanto deverá ser cômico a relação do casal com os seus dois novos vizinhos, Frank e Tanya.


Tytania
Episódio 1: 6,5/10,0
Episódio 2: 7,5/10,0
Episódio 3: 6,0/10,0
Média: 6,6/10,0


Crítica
Confesso ter esperado ansiosamente pelo primeiro episódio de Tytania. Os comentários feitos por usuários em fóruns e blogs eram dos mais positivos, afinal esse título tem a assinatura do produtor de The Legend of the Galatic Heroes, um clássico da ficção científica. De fato, o enredo do anime pareceu bem construído, com intrigas que devem ser reveladas com o tempo e a cada episódio. Por outro lado, não tem como esconder uma certa decepção, principalmente levando em consideração todos os bons comentários da pré-estréia.

O mínimo que se espera de uma série do gênero são efeitos especiais de primeira, aliado a uma boa trilha sonora. Infelizmente, isso não se faz presente aqui. Muito dos efeitos de tiros e explosões são primários, com "frames" repetidos e sem qualquer variedade. A sorte de Tytania é contar com um enredo interessante, onde temos um jovem almirante que acidentalmente vence uma batalha contra o poderoso império de Tytania. Inicialmente, ele deveria ter perdido o confronto, mas devido a uma brilhante estratégia acabou saindo vitorioso. Não preciso dizer o quanto isso causou confusão, tanto dentro do império, quanto nos outros povos dominados pela Tytania.

A trama provavelmente abordará essa onda de reações e a vida do almirante Fan Hulic após a sua vitória. A parte política e filosófica do anime é excelente, como esperado. Porém, deve desagradar os menos atenciosos e pacientes, pois nem sempre é fácil de entender as falas dos personagens, principalmente por que a maioria deles costuma usar várias metáforas para expressar as suas idéias. Quem quer mais ação e um enredo rápido e dinâmico, prefira Gundam 00.


Kurozuka
Episódio 1: 7,5/10,0
Episódio 2: 7,0/10,0
Média: 7,25/10,0


Crítica
Difícil não ficar impressionado com o trabalho da Madhouse. Com cinco animes em produção para essa temporada, o estúdio conseguiu surpreender a todos em cada um deles. De longe, o maior destaque nas obras do estúdio está na qualidade de animação e Kurozuka não seria exceção. Considerando o fato desse anime ser um título de ação, posso apenas dizer que as cenas onde o protagonista Kuro decapita os inimigos estão lindas, com total fluidez e sem repetições de sequências, somado a ótimos efeitos (veja o "slowdown" quando Kuro desvia de uma chuva de flechas). E não é só isso, fora das batalhas, Kurozuka ainda se destaca em cada quadro de animação, embora o character design esteja longe da perfeição (apesar de não atrapalhar).

O que ainda pesa contra esse título é o enredo quase inexistente. Obviamente deve ser revelado com o tempo, mas por hora parece mais um título de ação descompromissada. As cenas do passado de Kuro e Kuromitsu tornam-se mais chocantes no segundo episódio. O final desse em especial deve enfim puxar o gatilho para o enredo "verdadeiro" da série. E enquanto ele não vem, apenas afirmo que Kurozuka tem potencial, mas falta algo a mais, além da matança pura e descompromissada. Um detalhe curioso é que esse título está sendo transmitido no Animax japonês. Bem que poderia vir para o Brasil no lugar de certos programas da atual grade do Animax.


Michiko no Hatchin
Episódio 1: 9,0/10,0


Crítica
O primeiro episódio se limitou a mostrar uma pobre garota sendo maltratada por uma família até o dia em que uma mulher aparece misteriosamente na sua casa e a salva desse inferno. Essa temática que nada tem de original, sendo ainda ultrapassada e extremamente sem graça, com certeza tinha tudo para render um péssimo anime. Ou pelo menos deveria ser assim. Por mais que pareça essa a realidade, a maneira como o estúdio de produção do Manglobe reproduziu isso em Michiko no Hatchin arrancou elogios meus a cada minuto.

As cenas de maus tratos protagonizadas por Hana são chocantes, mas sem serem violentas demais como em Higurashi no Naku Koro ni. Dificilmente alguém não ficará triste vendo o quanto a garota é judiada, bem como, o momento na qual ela se revolta deve arrancar gritos de torcida em prol da menina.

Em relação à outra protagonista, Michiko, ela somente aparece em trechos aleatórios do primeiro episódio, mais especificamente, no começo, meio e fim. Deu para perceber que se trata de uma mulher com uma personalidade forte e difícil de derrotar. Faz o típico jeitão de garota "osso duro de roer". Deixando de lado o elenco principal, gostei bastante do visual diferenciado do anime, inspirado e localizado no Brasil, o nosso querido e amado (ou talvez nem tanto) país. Os cenários dessa série são claramente baseados no Rio de Janeiro, embora em nenhum momento isso seja mencionado.

Gostei de ver placas, jornais e livros, todos com textos escritos em português do Brasil. Às vezes tem alguns erros de concordância, mas dou um desconto ao produtor, pelo simples fato de nossa língua ser totalmente diferente do japonês.

Além disso, a série como um todo se mostrou excelente somente nesse primeiro episódio. Considerando que ele foi bem "light" espero pelos seguintes com a idéia fixa na cabeça que esse será um dos melhores animes do ano.


Mouryou no Hako
Episódio 1: 7,5/10,0
Episódio 2: 7,5/10,0
Média: 7,5


Crítica
Mais um dos animes assinados pela reconhecida Madhouse. Mouryou no Hako mostra a mesma exuberância de qualquer outro título da produtora, a única diferença está no fato de não possuir as cenas de ação de Casshern Sins e Kurozuka. E diferente desses dois, as críticas de vários sites nem sempre tem sido das mais positivas. Em parte, por causa do primeiro episódio, na qual temos um pouco de conteúdo yuri (romance entre mulheres).

Ok! Na verdade não sei um termo melhor para definir o amor entre pessoas do sexo feminino, mas não pensem se tratar de algo forte e explícito. Nada de perturbador acontece, é uma relação entre mulheres das mais inocentes. Ainda assim, é inegável que a primeira impressão acabe afastando pelo menos 1/3 das pessoas.

Quem não se deixar enganar, verá um segundo episódio um pouco mais enigmático, até fugindo um pouco dos acontecimentos finais do antecessor. Mouryou no Hako segue bem a linha de história de Kurozuka, com pouco conteúdo relevante sendo mostrado no início. No entanto, nesse segundo caso, parecem existir mais mistérios e intrigas, principalmente em relação a aquela estranha caixa, na qual reside a cabeça de uma mulher (e que não por acaso dá nome ao anime). Difícil saber ao certo qual rumo será tomado, pois se trata de um enredo sem uma linha fixa, ou seja, longe de seguir algum clichê. Essa deva ser uma série onde a nota final com certeza será bastante modificada para melhor ou pior dependendo de como a trama prosseguir.


Bihada Ichizoku

Episódio 1: 2,0/10,0


Crítica
Quem acompanhou o especial feito aqui no Subete Animes semana atrás deve se lembrar o quanto a expectativa em volta desse título era das piores, certo? Por ser uma série inspirada numa marca de cosméticos e produzido com a clara proposta de ajudar nas vendas de produtos, era esperado um anime no máximo mediano. E as expectativas acabaram se confirmando, porém um pouco longe daquelas mais positivas. Cada episódio dessa série tem em média dez minutos, e contam a história da rica família, Bihada. As intrigas começam quando a sucessora da família é escolhida, e contrariando as expectativas, a filha mais velha é deixada de lado, em favor da mais nova, que havia acabado da ganhar um concurso de beleza. A garota mais velha obviamente fica revoltada e mostra claras intenções de vingança.

Deixando o enredo para trás, vale dizer que em nenhum ponto o título consegue se destacar, seja no enredo ou na parte técnica. Mesmo como instrumento de marketing, fico pensando se alguém terá vontade de consumir os produtos dessa marca após ver algo tão horrendo como esse anime. Apenas os fãs de carteirinha aprovarão Bihada Ichizoku. Aos fãs assumidos de shoujos, tem muita série bem melhor para assistir, mesmo considerando apenas esse gênero (veja Skip Beat!, por exemplo). Então, passem longe dessa daqui.


ef ~a tale of melodies~
Episódio 1: 7,0/10,0
Episódio 2 8,0/10,0
Média: 7,5/10,0


Crítica
A nota data a ef está correta, embora seja contrária aos meus comentários na pré-estréia do anime. Naquela ocasião havia dito que seria difícil a SHAFT errar com essa continuação, mas não deixei de ressaltar que tudo continuaria perfeito caso a produtora mantivesse tudo do mesmo jeito, o que acabou não acontecendo. Olhando tecnicamente, o título continua superior a muito dos existentes, mas em comparação a ~a tale of memories~ infelizmente houve perda de qualidade.

A começar pela própria imagem, ela está menos nítida e com cores mais fracas. Às transições de cena sempre surpreendentes deixaram um pouco de aparecer, dando lugar a transições presentes normalmente em qualquer anime. As vezes, uma ou outra ainda dá as caras, mas infelizmente chegaram até a reciclar uma animação de ~a tale of memories~ (procure na cena da praia entre Yuuko e Himura).

Somado aos problemas nos traços e animações, o enredo tem se mostrado fraco, a menos no arco de história de Kuze e Mizuki. Infelizmente é difícil enxergar os dois como protagonistas, levando em conta que ambos apareciam mais nos momentos de comédia em ~a tale of memories~. Eles parecem possuir algum passado trágico, no entanto, a quantidade de fanservice nas cenas onde Mizuki aparece realmente irrita, pois estamos falando de ef e não um anime qualquer. E olha que gostava bastante da Mizuki, apesar dela ser mero "cenário" no antecessor.

A menos podemos salvar a relação entre Yuuko e Himura. A maior parte da história deles, parece acontecer anos antes de ~a tale of memories~, e deve explicar parte dos mistérios por trás desse casal, que sempre dava conselhos aos protagonistas da primeira temporada.

Ainda assim, não posso deixar de esconder a minha decepção com a SHAFT, eles deram uma relaxada nessa continuação. Mesmo como um fã, é difícil dizer que se trata de uma outra obra-prima. Pensem comigo, do primeiro ao último episódio, ~a tale of memories~ era surpreendente. Mesmo que essa continuação tome o rumo certo nos próximos episódios, já não será algo grandioso, afinal essas falhas iniciais, já acabam comprometendo parte da qualidade final, certo? E o elenco atual também não tem o carisma dos três primeiros casais. O que resta fazer é cruzar os dedos e torcer.


Ga-Rei Zero

Episódio 1: 7,5/10,0
Episódio 2: 8,5/10,0
Episódio 3: 8,0/10,0
Média final: 8,0/10,0


Crítica
Considerando o trio das séries paranormais dessa temporada, Ga-Rei Zero se destaca em relação às outras (Yozakura Quartet e Shikabane Hime) pelo fato de a menos possuir um enredo e desenvolvimento de personagens coerente e convincente, sem precisar se limitar apenas a matança de monstros, como em Shikabane Hime, ou momentos clichês, a exemplo de Yozakura Quartet. Somente o primeiro episódio causa surpresa no espectador. Não o desenvolvimento dele, mas sim o final.

Quem passar para o segundo capítulo verá que aquele desfecho era apenas algo pequeno para uma trama completamente diferente e mais ambiciosa. Até o momento, as intenções do "vilão" (nesse caso vilã) de Ga-Rei Zero não ficaram claras, principalmente considerando os motivos que a levam a lutar contra os "mocinhos". Seu passado até agora revelado, mostra-se ambíguo com as suas ações tomadas nos dois primeiros capítulos.

E o interessante é notar que o enfoque dessa série parece estar muito mais no passado do vilão do que na história do mocinho. Se é que ele (ou ela) existe, pois apesar de haver uma contraparte da vilã Yomi no segundo e terceiro episódio (Kagura), não parece que ela irá durar muito. Já que mencionei Kagura, o passado de Yomi está justamente ligado a ela. Não entrarei em maiores detalhes, mas no mínimo senti um pouco de dó da Kagura no segundo episódio, em especial quando considero o passado de Yomi mostrado logo depois.

Como deu para perceber, Ga-Rei Zero tem seguido um caminho diferente do mangá, não vi aquela matança de monstro que eu tanto esperava. Por outro lado, a decisão do estúdio de produção não poderia ter sido melhor. A série se afastou do óbvio e adicionou algum conteúdo. Passei longe de derramar lágrimas ao ver a história de Kagura, porém tive uma certa surpresa emocional (não sou emo) que não esperava ver num anime desse tipo.


Kyou no 5 no 2

Episódio 1: 5,0/10,0
Episódio 2: 5,0/10,0
Média Final: 5,0/10,0


Crítica
Sendo uma obra inspirada num mangá de Coharu Sakuraba esperava mais de Kyou no 5 no 2. O OVA já não era grande coisa, mas infelizmente o anime conseguiu se superar. Assim como Minami-ke (desenhado pelo próprio Sakuraba), Kyou no 5 no 2 foca-se em contar o cotidiano de pessoas comuns, com pensamentos comuns e poderes comuns. Aqui, o dia-a-dia dos alunos da quinta série de uma escola do Japão é o foco.

Embora de um modo geral os produtores dêem atenção a todo o elenco, o protagonista da trama é Ryouta, um garoto que vive se envolvendo em encrencas com as suas amigas. Na maioria das vezes, o rapaz é flagrado por seus amigos e amigas em situações pervertidas com outras garotas. Na verdade, Ryouta em muita delas, não tem culpa nenhuma, apenas acaba sendo mal interpretado.

O desenvolvimento do enredo em cada episódio é dividido em quatro partes, cada uma contando uma situação diferente. Em todas elas Ryouta está presente. Inicialmente parece ser um anime simpático, com personagens marcantes e no mínimo engraçados. No entanto, tirando a parte do anime simpático, as outras duas passam longe de ser verdade. A maior parte do elenco não tem brilho algum.

Os personagens parecem até ter alguma personalidade, mas sem um grande enfoque nelas, tornando tudo menos engraçado. Num anime desse tipo é preciso dar atenção nesse ponto, e infelizmente Kyou no 5 no 2 não o faz. O que salva um pouco são justamente as situações ecchi. A maioria delas tem um ar provocativo (afinal estamos falando de alunos da quinta série), porém sem apelar demais (nem a menos calcinhas aparecem). Comparado ao resto das piadas sem graça, rendem algumas risadas.

De resto, sem um elenco e piadas marcantes, a trilha sonora pelo menos é digna de elogios. As músicas têm um tom animado o suficiente para mantê-lo acordado enquanto os personagens tentam fazer o oposto. Um detalhe curioso a ser destacado na trilha sonora é a música de encerramento, Secret Base. Quem acompanha o universo J-pop com certeza deve ter ouvido falar de uma banda chamada ZONE (encerrada em 2005), certo? Então, a canção de encerramento é justamente uma composição dessa banda, apenas interpretada pelas dubladoras do anime. O ponto é que a música encaixa bem com a temática da série e se pelo menos não gostar do episódio em si, o final sempre será agradável de assistir, quer dizer, de ouvir.


Macademi Wasshoi!
Episódio 1: 3,0/10,0


Crítica
Comparar essa série com Zero no Tsukaima pode ter sido um grave erro. Não que a série de Zero Louise seja sensacional, mas Macademi Wasshoi está tão próximo do medíocre, que me sinto um pecador por ter feito essa comparação. As animações são até boas, mas o que não agrada é o elenco e todo o resto. Quem gosta de personagens no melhor estilo loli (mas do que em Zero no Tsukaima) e não se importa em vê-las em situações constrangedoras, seja bem-vindo. O anime tem um pouco de conteúdo apelativo, apesar de passar longe de um Ikkitousen. Junto disso tudo, temos aquelas típicas piadas de conteúdo ecchi, altamente ultrapassadas, mas que sempre precisam estar presentes em animes desse tipo.

Os primeiros segundos fazem Macademi até parecer algo decente, mostrando um garoto metido a mago tentando invocar um complicado feitiço. O ponto é que o experimento falha e uma misteriosa garota altamente loli aparece montada... vocês sabem onde. A partir do ponto em que o feitiço falha (isso não deve nem dar dois minutos), o anime também praticamente morre. A música de abertura é horrível, típica daqueles eroges sem graça e com um monte de garotas loli (que coincidência). Se Macademi não fosse um anime, provavelmente seria algo desse tipo. A menos, caso fosse assim, dificilmente ouviríamos falar desse título, e isso certamente seria benéfico para a humanidade.


Kidou Senshi Gundam 00 Second Season
Episódio 1: 9,0/10,0
Episódio 2: 8,5/10,0
Episódio 3 8,0/10,0
Média: 8,5/10,0


Crítica
Cinco anos se passaram desde a derrota da Celestial Being para o exército conjunto da Jinkakuren, AEU e UNION. Como todos devem saber, o fim do conflito marcou o surgimento da Federação da Terra. E se isso parecia ser o caminho definitivo para uma duradoura paz mundial, o que se seguiu foi algo completamente diferente. A Federação formou uma força militar conhecida como A-LAWS, responsável pela manutenção da paz. O problema é que muitas vezes isso é feito por meio da repressão militar e da censura. Qualquer nação que vá contra os ideais da Federeção acaba sendo alvo das A-LAWS.

Nesse cenário novamente caótico surgem grupos de oposição. Um deles, a Kataron, luta desesperadamente numa estação espacial, onde aos poucos começa a ser destruída pela Federação e os seus novos GN-X. E quando menos esperavam, um Gundam misteriosamente aparece ali, dando início a uma nova onda de intervenções (Ok! Esse primeiro Gundam não fez muito, mas quero evitar spoilers então essa parte ficará assim mesmo).

A Celestial Being volta à ativa nessa continuação com quatro novos Gundams, com destaque especial para o 00 e os seus dois GN Drives. Para quem não esteve acompanhando o enredo de 00 na medida em que ele foi sendo revelado pelas revistas japonesas, esse começo pode parecer meio confuso, mas aos poucos deve começar a tomar um rumo. Há vários detalhes a serem revelados nessa temporada, e por hora, os produtores tem feito bem a sua parte. Confesso não ter gostado do visual dos novos Gundans, mas isso se torna irrelevante considerando a qualidade apresentada pelo resto do conjunto.

A trilha sonora foi substituída (se isso é bom? Para quem cansou de ouvir a Intervention é ótimo), sem perder brilho algum, continua excelente, apesar de não ter a qualidade demonstrada em Gundam Seed. O tema de abertura decepciona um pouco, já que o vídeo de animação recicla cenas da primeira temporada, adicionando algumas mais novas. Nesse ponto, destaque apenas para o encerramento Prototype, interpretado por Chiaki Ishikawa (a mesma da canção Uninstall, de Bokurano).

Um ponto a ser destacado em relação ao elenco, é o protagonista Setsuna F. Seiei. Apesar de permanecer com uma personalidade meio "morta" e sem expressão, a menos esses cinco anos acrescentaram habilidades de combate em missões solo e um pouco de liderança. Agora o rapaz incentiva mais os companheiros e sabe se virar sem o seu Gundam. De resto, todos os comentários positivos feitos para a primeira temporada valem aqui, apenas me pergunto o que fizeram com o Graham. Que roupas são aquelas?


Skip Beat!
Episódio 1: 8,0/10,0
Episódio 2: 8,0/10,0
Média: 8,0/10,0


Crítica
Considero Skip Beat! uma das mais agradáveis surpresas que apareceram nessa atual temporada. Já esperava algo desse título, mas os dois primeiros episódios agradaram mais do que o esperado. Em primeiro lugar, não se trata apenas de um shoujo de romance, onde teremos 20 episódios contando a conturbada relação de um casal. Aqui temos uma protagonista totalmente revoltada com o seu ex-amante, que apenas a usou nas tarefas domésticas, enquanto ele subia pela escada da fama no concorrido showbiz japonês. Descoberta a verdade, a protagonista Kyoko se revolta e decide também entrar nesse ramo apenas para se vingar do seu desafeto.

Ok! Confesso estar cansado dessas histórias de vingança, principalmente por causa de um certo anime de ninjas, mas a menos compreendo melhor essa história considerando que ela se passa do ponto de vista de um mulher, e até onde eu sei, mulheres costumam ser pessoas bem vingativas. A parte boa nisso tudo, é que Kyoko também não é uma completa psicopata, daquelas quietas e sérias que só querem saber da sua vingança. Graças a seu jeito meio desastrado e descontrolado, Kyoko acaba sendo uma personagem cômica, adicionando um ar de comédia ao anime, muito bem-vindo por sinal.

E pelo que parece, o maior desafeto de Fuwa Shou (o ex-amante de Kyoko), Tsuruga Ren, estará ao lado de Kyoko, o que deverá ser bastante interessante no decorrer da história. Com isso, está aí um bom shoujo para preencher a ausência de Itazura na Kiss.


Jigoku Shoujo Mitsuganae
Episódio 1: 9,0/10,0
Episódio 2: 9,5/10,0
Episódio 3: 9,0/10,0
Média: 9,16/10,0


Crítica
Sei que muitos irão me crucificar pela nota data a Jigoku Shoujo. Alguns amam essa série e outros simplesmente odeiam. E o fato dessa continuação ainda manter um esquema parecido com os seus antecessores, certamente deve atiçar mais alguma revolta por parte de vocês leitores. Ainda assim, considero essa série excelente em todos os aspectos. Apesar de cada episódio se limitar a mostrar a vingança de uma determinada pessoa sobre um diferente ponto de vista, gosto bastante dessa crítica social implícita presente em cada ação dos personagens. Além disso, demonstram bem a natureza do ser humano como um todo (seja a sociedade daqui ou a de lá).

Somado a isso, pode-se perceber claramente que nem todos aqueles que desejam a vingança acabam satisfeitos com isso, afinal o preço a se pagar (ter a sua alma vagando para sempre no inferno após a morte) é bastante alto. A terceira temporada acaba sendo um misto entre o lado bom da vingança (primeira temporada) e o lado ruim (segunda temporada). Os dois primeiros episódios representam o segundo ponto, já o terceiro e quarto guardam elementos implícitos em relação à parte boa.

A maior mudança dessa terceira temporada reside no fato de que o estúdio de produção já está mais adiantado com o desenvolvimento do enredo em relação as temporadas anteriores. Só o fato de Enma Ai voltar à ativa, após todos acharem que o seu trabalho como Jigoku Shoujo havia acabado, já gera uma curiosidade maior do que em qualquer outro começo de temporada. A segunda protagonista Yuzuki Mikage, deve ser o centro de atenções em Mitsuganae. Ela é uma espécie de pessoa escolhida por Enma Ai.

A donzela do inferno por algum motivo ainda não revelado se "juntou" mentalmente ao corpo da garota, e agora Yuzuki pode ver claramente pelos olhos de Enma Ai quando alguém deseja vingança. As visões dela são parecidas com as que Tsugumi via na primeira temporada. Somente isso, deve gerar curiosidade suficiente nos espectadores, mas ainda temos outros detalhes curiosos, como por exemplo, qual a identidade do garoto que está ajudando Enma Ai?

Gostando ou não, Jigoku Shoujo permanece mais vivo do que nunca, e essa temporada teve o melhor início se compararmos todas elas. Percebi uma pequena melhora na qualidade de animação, os momentos na qual Enma Ai aparece (embora repitam isso todo episódio) estão realmente bem reproduzidos, em especial a animação do seu quimono. Há uma presença maior de efeitos de luz também, apenas o charactee design continua o padrão. O único ponto negativo é que ando percebendo uma queda nessa qualidade com o passar dos episódios. É melhor o DEEN tomar cuidado com isso.


Kannagi
Episódio 1: 7,0/10,0
Episódio 2: 8,0/10,0
Episódio 3: 8,0/10,0
Média Final: 7,66/10,0


Crítica
"Esse é o título que deve testar de vez as habilidades de Yamamoto Yutaka como diretor". Escrevi essa frase diversas vezes quando falei de Kannagi. Digo sempre isso, pois Yamamoto é ninguém menos do que o diretor de Suzumiya Haruhi no Yuuutsu. E embora Kannagi por hora não seja nenhum novo Suzumiya, o título a menos vem cumprindo a sua parte. O mangá na qual é inspirado passa longe de ser uma grande série, por isso, ver Kannagi se tornando um anime divertido, provam parte das habilidades de Yamamoto.

Até onde assisti, a história de um modo geral deve começar a ser mais desenvolvida a partir do episódio 4, basta ver o desfecho do terceiro capítulo. Nos dois primeiros, a luta de Nagi para purificar o mundo, após a destruição da sagrada árvore que mantinha o equilíbrio da Terra, teve pouco enfoque, dando lugar a apresentação dos personagens e um pouco do desenvolvimento na relação entre Nagi e Jin. Esse último ponto em especial é o principal fator de comédia, pois ver hora Nagi agindo de uma maneira madura, e hora de um jeito infantil rende boas risadas. Essa dupla personalidade dela constantemente é usada para escapar dos sermões de Jin, além de ajudá-la nos momentos em que precisa convencer Tsugumi de alguma coisa.

E já que mencionei, Tsugumi é uma amiga de infância de Jin, que tem a "missão" de cuidar do garoto, a pedido do pai dele. A menina constantemente visita a casa de Jin e numa dessas passagens acaba encontrando acidentalmente Nagi e ele brigando. Desnecessário dizer que a presença da menina terá um impacto entre o relacionamento do casal.

Mas enfim, apesar da primeira impressão nada agradável, até pelo fato da qualidade de animação ter decaído entre os dois primeiros minutos e o início após o vídeo de abertura, Kannagi tem se mostrado um anime divertido e cada vez mais misterioso, pois o passado de Nagi como divindade ainda gera curiosidades apenas arranhadas pelos produtores. É um título que vem melhorando a cada episódio.


Kemeko Deluxe!

Episódio 1: 5,5/10,0
Episódio 2: 6,5/10,0
Média: 6,0/10,0


Crítica
Kemeko Deluxe! é o candidato perfeito a anime mais maluco do ano. Diria que esse título disputa em pé de igualdade com Kyouran Kazoku Nikki em termos de excentricidade. O enredo gira em torno da boneca Kemeko que está sendo perseguida por uma grande corporação. A robô acaba indo parar na casa de Sanpeita, um estudante comum do ensino fundamental. Lá ela propõe uma proposta forçada de casamento, e se aceita (como se o garoto tivesse opção), ambos deverão lutar contra essa misteriosa organização.

Deixando de lado o enredo maluco, Kemeko é uma comédia regada de loucura e momentos forçados. Há um certo ar de paródia a outros animes, em especial no segundo episódio. Esse é um título totalmente descompromissado, o que se por um lado é bom, por outro se apresenta como um ponto fraco. Nada nesse anime é realmente surpreendente, desde as piadas, até a animação. Tudo está na média, então não espere algo especial.

A maioria dos personagens parece estar apenas para fazer volume, com exceção dos protagonistas. A maior parte das piadas envolve eles, em especial a relação forçada de casamento entre Sanpeita e Kemeko, além das dúvidas em relação às semelhanças entre a garota que mora dentro da robô Kemeko e a sua amiga de infância, da qual o protagonista era e ainda é apaixonado.

O nível das piadas não tem nada de implícito, a maioria delas é jogada na cara do espectador e o teor cômico liga-se bem mais ao ridículo, do que a sutileza. Como isso depende do ponto de vista, a opinião em relação a Kemeko varia de pessoas para pessoa, embora mesmo considerando esse teor mais ridículo, existem inúmeros outros animes com piadas melhores.


To Aru Majutsu no Index
Episódio 1: 8,5/10,0
Episódio 2: 9,0/10,0
Episódio 3: 8,5/10,0
Média: 8,66/10,0


Crítica
To Aru Majutsu no Index é mais uma das promessas da temporada. E como era esperado, o fato do enredo misturar, magia, ciência e religião, acabou gerando controvérsias. Nem todos os sites elogiaram o anime, embora alguns de renome como o Anime News Network deu um parecer favorável ao título. De qualquer jeito, apesar do vídeo de abertura passar a impressão de a série ser um anime lotado de ação do início ao fim, na verdade To Aru Majutsu no Index tem bastante conversa e teoria, principalmente em relação a personagem Index e os seus 103.000 livros sagrados.

E justamente esse é o ponto que pesa contra o título, quem não gosta de conversa com certeza desaprovará a série. A história é um pouco viajada, mas tem coerência. A ligação entre magia/religião, contra o oposto, poderes psíquicos/ciência, ficou bem interessante. No meio de tudo isso, temos o protagonista Kamijou, cujo poder Imagine Breaker pode anular tanto a magia, quanto poderes psíquicos, porém depende exclusivamente da sorte do protagonista, por sinal, totalmente azarado. As animações de luta e da série de um modo geral estão lindas e impecáveis, como havia sido mostrado nos trailers de pré-estréia. O anime conta com traços simples e leves, sendo agradáveis aos olhos de quem assisti.

Por fim, apesar das confusões causadas pelo enredo, dentro do mundo de To Aru Majutsu no Index essa oposição entre Magos e Espers, somado a existência de Index e toda a história por trás da Igreja da Inglaterra, devem ser vistas considerando o anime e não a nossa realidade. Quem puder enxergar dessa forma, verá uma série coerente, completa e intrigante. As teorias mostradas dão um ar de Full Metal Alchemist.


Kurogane Linebarrels
Episódio 1: 5,0/10,0
Episódio 2: 5,5/10,0
Episódio 3: 5,5/10,0
Média: 5,33/10,0


Crítica
Não vou dizer que o Gonzo estragou um título promissor, pois nem ao menos chegamos à metade da temporada. Porémm posso dizer que Kurogane Linebarrels tem grandes chances de ser destruído. A menos, a série parece ter alguma tendência a melhorar, se considerarmos os dois primeiros episódios. O enredo tem algo de promissor, apesar de o conceito de robôs pilotados por pessoas especiais e que podem ser chamados a qualquer momento, se apresentar como algo um tanto quanto forçado e viajado. Mas para dizer a verdade, isso nem deve ser o problema mais grave a ser enfrentado pelo título.

A parte técnica em si já decepciona bastante. Novamente o Gonzo tentou usar técnicas de computação gráfica para simular o cenário e as batalhas. A exemplo do fiasco que o uso disso rendeu em Strike Witches, o estrago é mais perceptível em Kurogane Linebarrels, afinal todos os mechas estão estilizados dessa maneira.

As cenas de luta são fracas, lentas e sem emoção alguma. Os tiros nem parecem tiros, a animação os impede de parecer. Isso sem contar a trilha sonora pouco inspiradora e o character design que deveria ser bom, mas deixou a desejar. Considerando o fato de ele estar sendo feito pela mesma pessoa responsável pelos traços de Gundam Seed, esperava-se mais. É incrível como personagens feitos num anime de 2001 (Gundam Seed) possam estar mais bonitos do que em numa série de 2008.

Palmas para o Gonzo, que mais uma vez mostra o quanto uma equipe de produção promissora nada pode fazer diante de um péssimo estúdio. Se servir de consolo, pelo menos Kurogane Linebarrels não é o pior anime da temporada, não até esse momento.


Tales of the Abyss
Episódio 1: 8,0/10,0
Episódio 2: 7,5/10,0
Episódio 3: 8,5/10,0
Média: 8,0/10,0


Crítica
A Sunrise realmente deve estar rindo a toa e não é só por causa da estréia de Gundam 00. Se todos consideravam Tales of the Abyss uma série fadada à decepção, em parte por causa do péssimo histórico das animações inspiradas em jogos, o título e o estúdio de produção vieram para calar a boca de muita gente (eu incluso). De cara, pode-se perceber a qualidade e cuidado da Sunrise em relação a essa série. Desde os traços bem definidos e coloridos até a parte técnica bem trabalhada, com animações constantes, sem variações gritantes e um tema de abertura pra lá de longo, porém com uma ótima escolha musical, servem para justificar tudo que eu disse até agora.

O enredo deve estar mais familiar para quem jogou o game, afinal ele permanece um pouco confuso para os leigos. Porém, considerando o padrão das séries vindas do estúdio, normalmente a história tem tendência a se desenvolver pouco a pouco, sem estragar a graça e a surpresa de uma vez, então espero bastante de Tales of the Abyss. O cenário de fundo está cada vez mais parecido com a temática favorita da Sunrise, a guerra. Não por acaso, o protagonista se mostra como uma pessoa receosa quanto o assunto é matar outras pessoas, seguindo o estilo de alguns protagonistas de séries Gundam. O episódio 3 ilustrará bem as minhas palavras, e provavelmente será para muitos o melhor até agora.


Akane-iro ni Somaru Saka

Episódio 1: 6,0/10,0
Episódio 2: 7,5/10,0
Episódio 3: 6,0/10,0
Média: 6,5/10,0


Crítica
Akane-Iro ni Somaru Saka está dentro das expectativas. Por hora, apresenta-se como um anime divertido, com algo de surpreendente. Esse ponto mais surpreendente, esteve presente no episódio 2, e nada mais é do que o casamento forçado entre os protagonistas Katagiri Yuuhi e Minato Junichi. Não estranhem a nota maior dada ao segundo episódio, pois esse ponto destacado é o grande charme do anime. Outra coisa a ser ressaltada é o passado de Minato Nagase, a irmã mais nova de Junichi (interpretada por Hirano Aya). Pelo que foi mostrado, tenho lá minhas dúvidas se Minato é realmente irmã de sangue de Junichi.

De qualquer jeito, deixando de lado as maiores curiosidades e dúvidas do anime, de resto, a série segue o padrão comum dos títulos inspirados em Visual Novels. Temos um protagonista cercado de garotas, e um amigo um tanto quanto safado. O ponto forte é que o elenco conta com personagens carismáticos. Temos a meiga e candidata a "moe" do ano, Minato Nagase, a "tsundere" Katagiri Yuuhi (dublada por Rie Kugimiya, que faz também outras personagens parecidas como Shana, Nagi e Louise), a animada jornalista Tsukasa, entre outros.

Como é de se esperar, os traços tem qualidade, mas perceba que eles vão caindo bastante nesses três primeiros episódios. No terceiro em especial, dá para perceber bem essa queda. Uma pena, apesar de não considerar isso o ponto mais importante. Mesmo assim, como dito anteriormente, se desconsiderarmos isso, ainda trombaremos com situações clichês (episódio da casa mal-assombrada onde o protagonista se vê preso com a sua amante), momentos ecchi (a clássica espiada por baixo da saia), entre outros.


Clannad ~After Story~

Episódio 1: 7,0/10,0
Episódio 2: 7,0/10,0
Episódio 3: 8,0/10,0
Média Final: 7,33/10,0


Crítica
Desde o encerramento do episódio 22, marcado pelo fim da apresentação de Nagisa (desculpe o spoiler), Clannad vem de capítulos com pouco brilho. Os episódios 23 e 24 ainda é possível perdoar, afinal serviam mais como um divertimento, após todo drama do fim da primeira temporada. Por outro lado, esse começo do After Story está realmente abaixo do esperado. Tratando-se de Clannad ainda dá para suportar, até por que o terceiro episódio já deu uma melhorada.

Os dois primeiros têm cara de filler, com uma leve mistura de fanservice (observe as roupas vestidas pela mãe da Nagisa no episódio 2). Comparado a Kanon 2006, Clannad precisa malhar muito, em todos os aspectos. O enredo não vem revelando surpresas (com exceção novamente do terceiro episódio), com situações de comédia sem sentido, embora engraçadas. Por outro lado, está longe de ter o brilho dramático da Visual Novel e do seu irmão mais velho, Kanon, cujo anime sempre revelava as "dores" de cada membro do seu elenco todo episódio, sem deixar espaço para fillers e fanservices.

Pelo menos o novo tema de abertura é realmente lindo, com animações de alto nível, porém tudo dentro do esperado, considerando o estúdio de produção. Apenas sinto falta de um encerramento mais carismático, a Dango Daikazoku realmente faz falta. Apesar de tudo, como tenho uma idéia do final do jogo e já assisti o movie, tenho certeza que Clannad pode voltar a trilhar o caminho certo, mas não deixo de descontar nota por causa desse começo um pouco enrolado.


Kuroshitsuji

Episódio 1: 8,0/10,0
Média: 8,0/10,0


Crítica
Kuroshitsuji é um tipo de anime difícil de definir. Ele faz parte daquele seleto grupo de séries desconhecidas e pouco esperadas, que no fim dão um banho sobre parte das grandes estrelas. Em janeiro, por exemplo, tivemos Shigofumi exercendo esse papel. Abril nos apresentou a Kure-nai, Kaiba e Nijuu Mensou no Musume. Nessa temporada, Kurozuka, Mouryou no Hako e Kuroshitsuji fazem parte dos "esquecidos".

O título começa de uma maneira sombria, passando para um clima mais ameno e alegre rapidamente, com a introdução de todos os servos e empregados da mansão de Ciel e Sebastian (o mordomo). Isso pode passar uma impressão errada da série, já que esses momentos de comédia não têm o brilho do resto do episódio. Assim que tudo começa a "esquentar" e o trabalho e vida de Ciel como herdeiro de uma rica família vai sendo revelada, isso durante a negociação com um rico manufatureiro, o charme de Kuroshitsuji começa a ser mostrado. Fica claro no final do primeiro episódio que a dupla Ciel e Sebastian guarda inúmeros segredos, a maior parte parece ser algo sombrio. Nada de chocante é revelado, seja de maneira direta ou indireta, deixando um gostinho de ansiedade para o próximo episódio.

É difícil prever quais serão os rumos tomados pelo anime, afinal ele não parece seguir um padrão claro e nem começa de uma maneira clichê, como shounens de pancadria, shoujos de romance, séries esportivas, romances escolares, entre outros. Vale apenas dizer, que Kuroshitsuji trata-se de um anime promissor, apenas não o assista esperando encontrar comédia com mordomos, a exemplo de Hayate no Gotoku.


Shikabane Hime: Aka
Episódio 1: 5,0/10,0
Episódio 2: 5,0/10,0
Média: 5,0/10,0


Crítica
Percebi um certo otimismo em relação a esse anime por parte do pessoal do Anime News Network. Falando seriamente, me pergunto se todo o positivismo se deve ao fato do anime ser realmente bom, ou se o nome Gainax não fala mais alto. As obras do estúdio são sempre muito valorizadas, basta lembrar de Evangelion e Gurren Lagann. Por outro lado, ambas tem seu charme e destaques que as fazem originais e únicas. No entanto, a menos os primeiros episódios de Shikabane Hime não apresentaram nada disso. As animações e músicas são fracas, o enredo se resumiu a mostrar a protagonista correndo atrás de monstros youkais, portando duas metralhadoras, e com aquele velho clichê de herói (no caso uma mulher) carregando um destino trágico.

Para piorar, tudo isso não está nem em alta resolução, contando ainda com inúmeras animações recicladas, que servem apenas para deixar a impressão de se tratar de um título recheado de ação. Talvez faça cara dos norte-americanos, terra dos filmes hollywoodianos, na qual temos o velho clichê do exército de um homem só. De atrativo talvez apenas o mistério por trás de Makina, a protagonista Shikabane da história, e Ouri Kagami, o protagonista masculino, e que de um total desconhecido, passa a ter ligação com Makina.

Mesmo assim, esses primeiros capítulos dão poucos incentivos para continuar a assistir. A maneira de se apresentar os fatos é lenta e desinteressante, sem as surpresas chocantes de Ga-Rei Zero. Mesmo o drama sofrido pelos personagens, e demonstrado sutilmente nesse início (e mais diretamente no final do segundo episódio), não demonstram charme nenhum perto do drama entre Yomi e Kagura.


Yozakura Quartet
Episódio 1: 6,0/10,0
Episódio 2: 6,5/10,0
Episódio 3: 6,5/10,0
Média: 6,33/10,0


Crítica
Tinha expectativa alta quanto a esse anime pelo simples fato dele ser produzido pela Nomad, estúdio responsável pelo excelente sola. Comecei a ter uma decepção quando percebi que o título não estava em HDTV e resolução wide. Isso por si só não deveria importar, mas infelizmente a qualidade de imagem cai bastante sem esses recursos. O enredo também passa longe de ser surpreendente, se assemelhando bastante com Ga-Rei Zero e Shikabane Hime, embora a série não conte com as reviravoltas do primeiro título citado.

A trama se passa na cidade de Sakurashin, onde existem sete cerejeiras que tem como função ligar o mundo dos humanos com o dos youkais. Por ser um ponto de encontro entre os dois mundos, alguns monstros passaram a adotar o lugar como lar. Entretanto, o local também acaba sendo palco de confusões, quando youkais malignos decidem causar caos pela cidade, sobretudo atormentando os humanos. Nessas horas, uma organização formada por quatro youkai e um humano entra em ação e combatem a ameaça.

Apesar de ter falado mal da qualidade de imagem do anime, e de certa forma, as animações realmente deixam a desejar, a menos o character design está muito bem desenhado, com cores na medida certa, sem ser colorido ou apagado demais e melhores do que as do mangá. Outro destaque são os temas de abertura e encerramento, principalmente o opening interpretado pela banda savage genius. De resto, é um título bem simples e clichê, que serve mais para passar um tempo durante a semana enquanto espera a chegada de algum título mais importante.


Casshern Sins
Episódio 1: 8,0/10,0
Episódio 2: 9,0/10,0
Episódio 3: 9,0/10,0
Média Final: 8,6/10,0


Crítica
E vamos falar de novo da Madhouse. Casshern Sins é a volta de um clássico das antigas em alta definição e com toda a tecnologia gráfica mais avançada da atualidade. Isso sozinho resultou num anime muito bonito esteticamente, com a reprodução de um mundo decadente e obscuro, onde humanos e máquinas lutam para sobreviver.

O estilo visual do anime é único, mesmo entre as séries com um tom mais decadente. Mesmo o enredo, tem um ar filosófico, na medida em que o protagonista Casshern não faz a mínima idéia de quem ele seja, e os motivos que levam humanos e robôs a tentarem destruí-lo para supostamente salvar o mundo. Aliás, essa própria idéia de mundo decadente e destruído complementa o já citado conteúdo filosófico.

É gratificante ver um herói das antigas voltar em grande estilo, numa série com um enredo maduro e longe do clichê "o único homem que pode salvar o mundo". Casshern é um personagem perdido, num mundo já perdido, largado a própria sorte, num lugar hostil e vazio, onde encontrar respostas para qualquer assunto é terrivelmente difícil. Casshern Sins é de longe uma das melhores adaptações de uma série antiga nos últimos tempos, supera tranquilamente Yatterman e Birdy of the Mighty Decode. Palmas para a competência técnica da Madhouse, afinal duvido que outro estúdio poderia produzir tão perfeitamente a essência do enredo de Casshern.

Talvez o que mais pode decepcionar os espectadores, é o fato do anime ter poucas falas. Mas considerem o fato de Casshern viver num mundo decadente, quase sem pessoas e robôs. É natural existir essa solidão num ambiente assim. Infelizmente li várias pessoas reclamando desse ponto, mas acredito que a decisão da Madhouse tenha sido proposital, justamente para conferir esse clima ao anime. De resto, deixe os heróis norte-americanos de lado, e venha conhecer um grande herói produzido do outro lado do mundo.


Hyakko
Episódio 1: 5,0/10,0
Episódio 2: 5,0/10,0
Episódio 3: 5,0/10,0
Média Final: 5,0/10,0


Crítica
Devo ser um dos que mais apostou nessa série. E se tivesse colocado todo o meu dinheiro nisso, não estaria escrevendo agora esse artigo, e sim mendigando por aí. Hyakko não apenas decepcionou, como também vem sofrendo para apresentar algo de interessante. De início, ignorei o character design horrível, afinal esse não é o único fator que constitui um anime. Porém, nem mesmo a presença da Hirano Aya (minha seiyuu favorita) me faz querer salvar essa série. Não que ela seja de todo ruim, no entanto, perto de outras comédias escolares está degraus abaixo.

O quarteto poderia ser mais engraçado, elas dividem personalidades opostas entre si, mas que raramente se complementam e geram algum tipo de comédia inteligente. Tudo bem que animes desse tipo demoram para empolgar, mas Hyakko tem previsão para somente 13 episódios. Se os três primeiros não conseguem empolgar, o que dizer dos próximos? A essa altura outros títulos como sketchbook ~full colors~ e Minami-ke já haviam apresentado piadas originais e personagens carismáticos (os gatos em sketch e Chiaki em Minami-ke, por exemplo).

O desleixo do estúdio de produção já começa no tema de abertura, onde a maior parte das cenas são apenas sequências tiradas do primeiro episódio. Tudo é tão simplório em termos de animação, que chega a dar náusea. Parece que o colégio inteiro é feito com os mesmo traços, sem diferença alguma. Uma pena, o mangá sempre foi bastante simpático, embora nada de surpreendente. O mínimo que Hyakko deveria e deve ainda tentar fazer, é ser uma série engraçada, a exemplo de Kannagi, que também não é inspirado num mangá de grande sucesso. No fim, fique com o título logo abaixo.


Toradora!

Episódio 1: 9,0/10,0
Episódio 2: 9,5/10,0
Episódio 3: 9,0/10,0
Média: 9,16/10,0


Crítica
Diferente de Hyakko, Toradora! tem correspondido todas as expectativas, estando ainda acima delas. O anime é surpreendentemente divertido, com personagens em grande parte marcantes, mesmo aqueles que não têm as características certas para isso, como Kitamura. O elenco principal nos apresenta a Aisaka Taiga, uma garota que pode ser considerada o perfeito exemplo de "tsundere", fazendo parte do grupo composto por personagens famosos, como Shana (Shakugan no Shana), Zero Louise (Zero no Tsukaima), Sanzenin Nagi (Hayate no Gotoku) e Hiiragi Kagami (Lucky Star). Com exceção dessa última, curiosamente todas são dubladas por Rie Kugimiya.

Coincidências a parte, a personalidade explosiva de Taiga gera grandes confusões para Ryuuji, o vizinho da garota. Além de cozinhar para ela e ajudá-la nas tarefas domésticas, Ryuuji muitas vezes tenta aproximar Taiga de Kitamura, o grande amor da garota. Porém, para compensar, o garoto (de vez em quando) tem a ajuda de Taiga na sua investida para tentar conquistar Kushieda Minori (Minorin), uma amiga de Aisaka, da qual Ryuuji é loucamente apaixonado. Não preciso dizer em quais confusões ambos irão se meter para tentar conquistar a sua pessoa amada.

E apesar de ser um tanto quanto parecido com Lovely Complex, Toradora! se diferencia um pouco, pelo fato de ser bem mais voltado para a comédia do que o título anteriormente citado. As situações mais sérias, por hora não envolveram algum tipo de romance, mas sim as relações de amizade entre Ryuuji e Taiga. O próprio elenco também está voltado para a comédia. Veja Minorin, por exemplo. A garota transmite uma energia positiva durante todos os episódios, sendo cômico vê-la empolgada em tudo que faz, seja trabalhando ou jogando baseball. Com toda certeza, ela será uma das personagens mais amadas entre os futuros fãs de Toradora!.

De todo jeito, o J.C.Staff tem feito um trabalho competente em todos os aspectos, na escolha dos dubladores (Rie Kugimiya/Aisaka Taiga e Yui Horie/Kushieda Minori), na parte técnica (simples, mas bem colorida e animada, como o próprio anime) e no enredo (com uma comédia que se complementa com a personalidade do elenco). Esse é um dos títulos mais recomendados da temporada.
a

8 comentários:

Thyago disse...

mto bom trabalho, o seu blog está cada vez melhor!!!
a análise foi mto coerente e suas opiniões se parecem com as minhas, exceto sobre os animes de mecha, talvez pq nao curto esse gênero, mas enfim, surgiram vários bons animes até o momento, destaque especial para Toradora, Chaos;Head, Index, e Ga-rei Zero. Já Yozakura, Hyakko, Kyou no 5-2, e Akane-iro que eu apostava são verdadeiros fracassos.

Pena vc não ter falado do VK Guilty, pois a segunda temporada está excelente!!

Abs

Carlírio Neto disse...

Saudações


É Leandro, é dessa forma que gira o mundo. Jamais deixarei de recomendar o seu blog para quem estiver interessado, ou jamais deixarei de citá-lo em meu blog, mas tem algumas opiniões com as quais discordo no seu texto. Da mesma forma há outras opiniões nas quais eu concordo em número, gênero e grau contigo...

Mas antes, irei me desculpar. Sim, pois fazer avaliações e/ou criticas sobre algum título sempre é algo perigoso, que agrada e desagrada, que tem o dom de se dar a maior nota, e até de se dar a menor nota. Agradar à todos é demasiadamente complicado...

Em "Clannad", não vejo nenhuma enrolação. Ao contrário, considero dentro da normalidade os primeiros episódios deste título. A roupa da Sanae ( passando-se por uma colegial ) pode lembrar um trabalho de fanservice, mas na verdade não o é. E o arco em questão, Sunohara e Mei, tem um fundo sério e ao mesmo tempo intrigante. Quero ver drama neste título, quero chegar ao ponto de lágrimas com este título, mas por hora está normal. E superar a maestria que é "Kanon2006", é algo que não espero em "Clannad" ( mas posso vir à me arrepender de ter escrito isso algum dia )...

Os títulos "Akane" e "Kannagi" são muito interessantes. Estou gostando de assisti-los. Além deles, o anime "Toradora!" tem ganho a minha total admiração e respeito, pois é muito divertido. Quanto à "Casshern Sins", é esperar para ver este personagem em ação no jogo "Tatsunoko vs Capcom"...

Quanto à "Ef - A Tale of Melodies", também me senti um tanto quanto chateado com as cenas de fanservice da Mizuki. Mas, sendo totalmente sincero, esse fato não está tirando o brilho de "Melodies" aos meus olhos. É bem verdade que está abaixo de "Memories", mas este título ainda irá render muito prestígio...

Acho que exagerei na cota de opinião por hoje...

Parabéns pelo trabalho, Leandro. Qualquer coisa, estaremos aí novamente...

Até mais!

Leandro Nisishima disse...

Carlírio
Sei o quanto é difícil agradar a todos. Quando vejo as opiniões em alguns sites nem sempre também consigo concordar. Mas como você disse, assim gira o mundo. Aliás. se não fosse assim não teríamos variedade em nenhum tipo de assunto (os animes também estão inclusos nessa).

Então mesmo que alguém não concorde comigo, contanto que exponha uma opinião coerente, sem ofensas, aceito elas de braços abertos.

Em relação aos animes, você não é o primeiro a descordar comigo em relação a Clannad, outros já o fizeram. De todo jeito, também não espero ver Clannad superar Kanon 2006, e acho difícil isso acontecer. Se vier a ocorrer, acho que fecho esse blog. XD

Já ef pelo que pude ver no segundo episódio, tem uma boa tendência a melhorar. Mas a Mizuki perdeu alguns pontos comigo, era uma das personagens que mais gostava no ~a tale of memories~.

De todo jeito, valeu pelos comentários e o elogio também. Falou.

Saks disse...

Muito legal suas análises. Como acompanho a maioria dos animes da nova temporada, eh sempre bom ver a opinião alheia e como enxergam certos animes.

Um detalhe sobre Ga-rei Zero. Como o nome já indica, ele conta o passado do mangá. O mangá, pelo menos nos 17 capitulos que li, é praticamente um Shounen generico. Parecido muito com o inicio de "Bleach", aliás. Digo mais, me parece muito com aquela jogada que fizeram com o Rurouni Kenshin, onde o Tv eh um shounen e o Ovas são puxados para o drama. Só que no caso do Ga-rei foi o contrario, o drama veio antes. Agora a questão é se irão fazer futuramente um anime englobando o mangá, algo que acredito muito.

Sobre o Tales of the Abyss, zerei o game faz uns 2~3 meses. De todos os animes baseados em rpgs que vi até hj (e não foram poucos), digo com absoluta certeza que o ToTA é o anime mais fiél que teve. Eles tão passando por tudo que aconteceu no game com extrema fidelidade. Porém, tirando a animação de ponta, não vejo um outro atrativo para as pessoas que não jogaram o game.

Concordo que está tendo enrolação de Clannad. Aliás espero que termine logo. Não sei se é por causa de que antes tudo indicava ser uma série de 11~12 episódios, e agora serão 24.

Concordo plenamente com essa ser a melhor temporada do ano em relação animes, tanto pq as outras foram muito ruins.

Leandro Nisishima disse...

saks's
Sobre o Ga-Rei Zero o que me deixou surpreso foi justamente ele não ter começado como um shounen genérico. Quando comecei a assistir foi essa a primeira impressão que tive, quase desisti depois da metade do primeiro episódio. Mas como geralmente sempre dou uma chance, terminei de ver e fiquei surpreso com o final do primeiro episódio. Depois que comecei o segundo, esse tem sido um dos animes mais legais de se assistir.

Em relação a tales, apesar de não ter jogado o game, estou curtindo o anime. Tem vários detalhes ainda dificéis de entender, por outro lado eles estão explicando aos poucos. Gostei bem mais do anime do Abyss, do que do Symphonia, isso pq eu zerei esse último.

E você é a primeira pessoa a concordar comigo em relação a Clannad. Acho que o anime deve melhorar muito, mas nunca vou deixar de lembrar desse começo meio fraco, principalmente em relação a primeira temporada. Considerando que o começo serve só para introduzir os personagens, teve bem mais conteúdo no começo da primeira temporada, do que no inicio do After Story.

E sobre a temporada de animes certamente é a melhor. A temporada passada não teve nenhum anime realmente marcante. Abril a quantidade se sobresaiu a qualidade. E janeiro teve alguns bons títulos como Shigofumi, Ookami to Koushinryou, true tears e as continuações de ARIA e Sayonara Zetsubou Sensei.

paulo ricardo disse...

Opa eu gostei da sua opinião sincera sobre os animes da nova temporada.

Eu realmente tô adorando Gundam 00 e Tales of the Abyss.Finalmente um anime da série Tales of... que vale a pena assistir.

Seu blog é ótimo.

Lena disse...

eu baixei o espisodio 24 do clannad só que ele nao é a continuaçao do episodio 23 e eu nao to entendendo nada,eu pensei qe tinha baixado o espisodio errado mas qdo fui baixar de novo era o mesmo qeria qe por favor me explicassem pqe nao é a continuaçao do 23 ! ;D

brigadaa! ((:

Leandro Nisishima disse...

o episódio 24 não é uma continuação da história original. Ela é um arco paralelo tirado do jogo Tomoyo After, e como o próprio nome diz, se passa num universo alternativo onde a personagem Tomoyo namora Okazaki.