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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Strike Witches



Ficha Técnica
Data de estréia: 03.07.2008
Série, 12 episódios
Gênero: ficção cientifíca, ação
Temática: mecha shoujo, ecchi, militar
Produção: Gonzo (Rosario to Vampire, Kurogane Linebarrels e Tower of Druaga)
Diretor: Kazuhiro Takamura
Design de personagens: Kazuhiro Takamura (Binbou Shimai Monogatari)
Tema de Abertura: STRIKE WITCHES ~Watashi ni Dekiru Koto~
- Cantora: Ishida Yoko
Tema de Encerramento: Bukkumaaku A・Heddo
- Cantoras: Misato Fukuen, Saeko Chiba, Kaori Nazuka, Miyuki Sawashiro, Rie Tanaka, Mie Sonozaki, Sakura Nogawa, Chiwa Saito, Ami Koshimizu, Mai Kadowaki, & Erika Nakai


Exemplo de uma personagem Mecha Shoujo

Histórico
Para quem for ler essa análise por completo gostaria de avisá-los que o nome Sky Girls constantemente aparecerá, sobretudo como parâmetro de comparação. Parte dessa constante ligação que será feita entre as duas séries se deve ao fato de Strike Witches ter sido idealizado por Humikane Shimada, responsável por ambos os títulos. Shimada tem uma longa experiência com a temática conhecida como Mecha Shoujo. Ela nada mais é, do que um Mahou Shoujo misturado com tecnologia robótica.

Por hora, o gênero ainda é bem atual, poucas séries utilizaram essa temática, sendo que Sky Girls foi uma das primeiras a fazer uso disso. Quanto a Strike Witches, vale lembrar que antes da estréia da série de televisão, um curto OVA de aproximadamente 10 minutos foi lançado em janeiro de 2007. A produção desse especial esteve a cargo do Gonzo, da mesma forma que a série de televisão. Além disso, Strike Witches ganhou uma Light Novel de 3 volumes (ainda em publicação), em outubro de 2006. Dois mangás também foram serializados.

E embora a qualidade do título sempre esteja sendo colocada em cheque nos diversos fóruns, blogs e sites de anime, a série conquistou uma honrosa quarta colocação no ranking dos DVDs mais vendidos de 2008 (considerando apenas as séries cuja estréia aconteceu nesse ano e até a terceira temporada), com mais de 10 mil unidades vendidas. Números admiráveis, provando que a opinião da crítica raramente combina com o gosto popular (dos japoneses, é claro).


Unidade Strike: A união entre magia e ciência

Resumo do enredo
Numa versão alternativa da história mundial, a década de 40 é marcada pela invasão de seres alienígenas chamados Neuroi. Ao invés da humanidade ter entrado em conflito entre si, a nova ameaça forçou os países a se unirem para deter os invasores. Depois de sofrer grandes baixas no conflito, a humanidade começa a tomar drásticas providências, unindo as duas maiores áreas de conhecimento do mundo, a magia e a ciência. Centrado no continente europeu, em especial na Britânia (que país será esse?), um batalhão especial foi criado especialmente para combater a ameaça. Chamado de Strike Witches, o grupo é formado somente por mulheres, e detém o controle de um equipamento especial chamado de “Unidade Strike”. Esse armamento inédito até então, foi criado pelo cientista Miyafuj (avô da protagonista), do distante e isolado império de Fusou.

Com a posse dele e o controle mágico das garotas, conhecidas simplesmente como Witches, a Unidade Strike é o resultado da formidável combinação entre magia e ciência. Ele é equipado nas pernas de cada garota (talvez essa seja a justificativa para nenhuma personagem usar calças) e fornece uma grande liberdade de movimentos em pleno céu, sendo muito mais eficiente e mortal do que os aviões de batalha existentes nessa época. Cada garota conta também com um poder mágico próprio, Miyafuji pode curar pessoas, Sakamoto tem a habilidade de enxergar o núcleo dos Neurois (o ponto fraco do inimigo), e assim por diante. A arma padrão são metralhadoras, podendo mudar dependendo da personagem. Lynette, por exemplo, é a Sniper do grupo, enquanto Sanya explode os inimigos com um prático lança foguetes.

De um modo geral, o enredo segue a luta do grupo na tentativa de deter os avanços dos Neurois, que até o inicio do anime, já havia conquistado metade do continente europeu. Além disso, a maior parte dos episódios dará enfoque em um ou dois personagens, contando um pouco do seu passado, medos, hobbies, entre outros assuntos. Claro que tudo isso é sempre acompanhado de tiros e explosões, já que os Neurois não deixarão as protagonistas com tanto tempo livre para se lamentar do seu passado, ou ficar conversando com as suas amigas do batalhão.

Não custa nada lembrar também, que embora praticamente todas as garotas tenham importância na trama, a personagem principal do anime é Yoshika Miyafuji, vinda diretamente do império de Fusou (a essa altura você já deve saber qual país é esse). Ela é neta do professor Miyafuji, criador da Unidade Strike. Por pura vontade, Yoshika resolve se alistar no exército e parte em direção a Britânia para combater os Neurois. Ela é colocada junto das outras Witches para combater a ameaça e é aí que toda história tem início.


Witches partem para combater mais um Neuroi

Crítica
O conceito por trás da série não chega a ser ruim. A temática sem compromisso envolvendo um grupo de garotas que defendem a Terra contra invasores tem seu charme. Strike Witches segue o exemplo de Sky Girls e se encaixa no recém-inaugurado gênero “mecha shoujo”. Aqui, ao invés de uma garota com um báculo mágico, temos meninas que ainda lutam contra o mal, mas aproveitando ao máximo a tecnologia dos seus mundos.

As personagens de Strike Witches combatem as forças opressoras com a já citada unidade “Strike”, cada uma portando um tipo de arma e também utilizando os seus poderes mágicos para voar e se defender. A idéia e vontade de voar pelos céus existe nesse título, novamente, a exemplo de Sky Girls. A diferença é que desde o começo as protagonistas têm plena consciência da sua missão de defender a Terra.

No entanto, a série peca em diversos pontos em relação ao seu “antecessor”, sobretudo no que diz respeito ao desenvolvimento de personagens. As características do elenco podem até agradar, com personagens carismáticos, vide Lucchini, Barkhorn e Sanya, mas sem desenvolvimento algum durante todo o anime. Existe um enfoque maior em Miyafuji, diferente de Sky Girls, onde o desenvolvimento de cada membro do elenco era igualmente dividido, embora ficasse claro que Sakurano Otoha era a protagonista. Infelizmente esse ponto era extremamente importante, sobretudo num título recheado de clichês e com um enredo fraco.

O combate contra os Neurois é extremamente sem graça, com poucas cenas de ação, aliada a uma animação de péssima qualidade. Não é surpresa que o Gonzo há tempos vem decepcionando quando falamos de animação, porém aqui o resultado está horrível. Talvez o detalhe mais bonito nos cenários pobres de Strike Witches seja o circulo mágico de defesa, usado por quase todas as personagens, mas que, diga-se de passagem, não tem a beleza do círculo mágico de um anime como Mahou Shoujo Lyrical Nanoha, por exemplo.

As lutas se resumem a seqüências de tiros, defesa e cenas de vôo, onde raramente aparece algo de estratégico, inteligente, ou pelo menos chocante (apenas um ou outro detalhe interessante, veja em curiosidades). No mais, há pelo menos um fanservice por luta, sempre com alguma calcinha a mostra. E considerando que não serão poucas também fora das lutas, a quantidade delas realmente irrita num determinado momento. Chega ao cumulo de nenhuma personagem feminina usar calças para esconder as suas roupas de baixo.

E outro detalhe a ser destacado negativamente está nos cenários de fundo. A maior parte das lutas acontece no oceano, até aí nenhum problema. O desagradável é quando os combates passam a acontecer em terra, percebe-se claramente o pouco cuidado dispensado pelo Gonzo nesse quesito. Num dos episódios onde Miyafuji cruza uma região montanhosa, toda a paisagem foi feita usando computação gráfica.

Hoje em dia é bastante comum se utilizar desse recurso, mas comparar a técnica de animação do Gonzo, com aquela apresentada em Macross Frontier, por exemplo, é covardia, tamanha a diferença de qualidade. Os ambientes são totalmente sem vida e descaracterizado em relação aos personagens. O Gonzo certamente deve ter contratado estagiários para fazer os cenários, afinal o estúdio anda vivendo uma crise financeira. Por outro lado, isso não inocenta a equipe de produção quando lembramos o milagre que a Gainax fez com Evangelion. Somente na parte técnica, Strike Witches já se mostra um péssimo anime, na verdade, o único ponto a ser salvo é o tema de abertura “STRIKE WITHCES ~Watashi ni Dekiru Koto~”, muito bem escolhido e encaixado com a proposta do título.

O enredo dispensa comentários, sendo apenas o “basicão”, sem nada de inovador. E como dito anteriormente, seria menos pior se houvesse algum desenvolvimento dos personagens. Falando francamente, o estúdio até tentou incluir isso, mas devido ao número grande do elenco, somada a míseros 12 episódios, acabou sendo algo bastante banal. Mesmo Yoshika Miyafuji, a protagonista, e que claramente teve um enfoque maior, não se desenvolve de maneira alguma.

Continua até o final da série sendo uma garotinha metida a super heroína, sempre inocente e pronta para ajudar todo mundo. Difere bastante das mudanças ocorridas no trio de protagonistas de Sky Girls. Porém, nesse ponto não culpo totalmente o Gonzo pelo péssimo trabalho, embora acredite que durante as conversas de pré-produção, poderiam ter definido melhor o cronograma da série. Mesmo quando tentamos enxergar Strike Witches como um título descompromissado e que serve apenas para distrair, difícil não pensar em Sky Girls, ou em títulos de outros gêneros, mas com a mesma temática descompromissada.

Com isso, o título peca no enredo, ação, desenvolvimento de personagens e parte técnica. Existe algum ponto a ser salvo? De relevante, provavelmente só as características do elenco e o conceito, Fora isso, ignore o resto.


Tecnicamente um dos únicos momentos bonitos do anime

Conclusão
Strike Witches pode ser considerado uma idéia razoavelmente boa jogada no lixo. Basta assistir Sky Girls para comprovar isso. O J.C.Staff produziu a série fazendo tudo que o Gonzo fez, só que ao contrário. Elenco de personagens principais menores, 26 capítulos para melhor desenvolvê-los, fanservice moderado, trilha sonora primorosa (vinda do compositor de Rozen Maiden), animações de nível aceitável (embora longe das de Shakugan no Shana, anime produzido pelo mesmo estúdio de Sky Girls) e desenvolvimento excelente o suficiente para envolver espectador e personagens. O Gonzo deve ter anotado a receita, mas não soube dosar bem os ingredientes.


Neurois: Os inimigos a serem abatidos

Curiosidades



Mont Saint Michel

- O cenário de fundo de Strike Witches é a própria Europa, então não seria nenhuma surpresa se o anime apresentasse alguma localidade inspirada no velho continente. Nesse caso, a base de operações do batalhão das Witches é uma réplica do monumento Mont Saint Michel, localizado na região da Normandia, na França (isso na vida real. No anime o monumento faz parte da Britânia/Inglaterra).

- E falando no monumento de Saint Michel o local ainda fica próximo ao Estreito de Dover e ao Folkestone, uma região da Inglaterra bem próxima a costa francesa (novamente na vida real). Apesar de Strike Witches raramente possuir algo de interessante, estrategicamente uma base localizada numa região costeira (seja a francesa ou inglesa), próxima a todo continente europeu tem um enorme valor militar. Com isso, é bem lógico pensar o quanto isso deve dar de vantagem para as Witches na sua caça aos Neurois.

- Cada personagem do anime utiliza uma unidade Strike diferente da outra. Embora para efeitos práticos isso não tenha a menor diferença, todas elas são inspiradas em caças da Segunda Guerra Mundial.


Mapa do mundo de Strike Witches

- Os nomes dos países em Strike Witches podem até ser diferente das suas contrapartes reais, porém, dificilmente alguém não conseguirá relacioná-los entre si. De qualquer jeito quem tiver alguma dúvida, segue abaixo um pequeno guia de auto-ajuda.

Japão: Império Fusou
Estados Unidos: Estados Unidos da Libéria
Alemanha: Império Karlsland
França: Galia
Grã-Bretanha: Britânia
União Soviética: Orussia
Itália: Romagna e Veneza
Finlândia: Suomus
Noruega e Suécia: Baltland

- Ainda falando do nome dos países, perceba que embora algum deles, como Orussia, Suomus, e Karlsland sejam inventados, outros são inspirados em nomes antigos. Confira a origem deles.

Fusou: Acredita-se ser o nome usado pelo Japão no período medieval. Lembrando que antes de ser conhecido como Nihon (ou Japão), o país teve diversos nomes. Ainda no começo da sua história, quando apenas a ilha principal de Honshu era povoada, o país era conhecido como o Império de Yamato. Por isso que o kanji de Yamato, assim como o 日本 (Nihon), também significa Japão.
Galia: Nome usado para se referir tanto ao território francês atual, quanto para a antiga região povoada pelos gauleses. No passado, os romanos usavam essa definição para se referir a terra dos celtas, que era dividida em várias regiões diferentes, não somente compreendendo o território francês atual, mas partes da Alemanha, Itália e Bélgica.
Britânia: Nome romano dado ao sul da atual ilha britânica.
Romagna e Veneza: é um pouco auto-explicativo. Ambas são regiões bem conhecidas, que atualmente fazem parte do território italiano.
Baltland: Essa também é bem fácil. Num bom português, Baltland, pode ser traduzido como Terras Bálticas, e não por acaso, o território abrange justamente a Noruega e Suécia, os famosos países bálticos.

- Havia mencionado na análise, que apenas um ou outro detalhe mais estratégico aparece durante a série. Quem prestou um pouco de atenção, pôde perceber que algumas táticas primárias de batalha usada por caças são empregadas pelas Witches. A mais clássica delas é a de se camuflar usando a luz do sol como "escudo". O ponto negativo é que poucas vezes essa e outras estratégias são usadas.




Imagens do OVA

- Como havia dito na parte de histórico, um OVA de 10 minutos foi lançado antes da série de televisão. Quem teve a oportunidade de acompanhar, com certeza deve ter percebido que o especial conta com um character design diferente. Diria que ele está um pouco menos "loli" se comparado ao resultado final. O único detalhe praticamente igual, é a presença das orelhas e rabos. Confira algumas imagens do OVA e depois compare-as com a da série de televisão.


Lucchini após fazer mais uma grande besteira

Nota Final: 4,0
Obs: Antes de me xingar ou elogiar, vale lembrar que ninguém é obrigado a concordar com essa nota. Apenas a incluo nas minhas avaliações para expressar em números o valor da minha opinião. Então sintam-se a vontade para manifestar a opinião de vocês. Lembrando que tento ser o mais imparcial possível nas minhas avaliações, sempre analisando os pontos fortes e fracos de qualquer anime.


Núcleo de um Neuroi: O grande ponto fraco deles

Avaliações de outros sites

Anime News Network (feita por usuários) - 6,7/10,0

The Nihon Review - 4,0/10,0

Star Crossed Anime Blog - 77,5/100,0

MyAnime List (feita por usuários) - 7,29/10,0

Anime Review - 2/5

AnimeNfo.Com (feita por usuários) - 5,3/10,0

Média Final (sem a minha avaliação) - 5,84/10,0
Média Final (com a minha avaliação) - 5,57/10,0

Personagens


Miyafuji Yoshika


Sakamoto Mio


Charlotte E Yeager


Francesca Lucchini


Eila Ilmatar Juutilainen


Lynette Bishop


Sanya V. Litvyak


Gertrud Barkhorn


Perrine-H. Clostermann


Minna-Dietlinde Wilcke


Erica Hartmann

Vídeos
Abertura
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Encerramento
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Site Oficial
http://s-witch.cute.or.jp/
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1 comentários:

André disse...

Nunca vi e, provavelmente, nem vou ver. Não vou com a cara dessa série. LOL.